Questão sanitária influencia mercado leiteiro do Sul

Num ano em que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tentam colocar em prática a Aliança Láctea – plano de elevação conjunta da produção – os prejuízos da adulteração de leite gaúcho registrados em 2014 soam como alerta ao setor. O saldo são 41 pessoas presas, cerca de 8 mil produtores com cerca de R$ 60 milhões a receber e queda de mais de 10% nas cotações do produto nas regiões que perderam credibilidade. Isso considerando que o leite adulterado era 0,5% da produção.

Num ano em que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tentam colocar em prática a Aliança Láctea – plano de elevação conjunta da produção – os prejuízos da adulteração de leite gaúcho registrados em 2014 soam como alerta ao setor. O saldo são 41 pessoas presas, cerca de 8 mil produtores com cerca de R$ 60 milhões a receber e queda de mais de 10% nas cotações do produto nas regiões que perderam credibilidade. Isso considerando que o leite adulterado era 0,5% da produção.

Os três estados produzem 34% do leite brasileiro (11,77 bilhões de litros ou R$ 10 bilhões ao ano), conforme o IBGE. As vacas sulistas melhoraram seu desempenho na última década e rende 80% mais que a média nacional. Para cada 3 litros tirados em 2003, agora são 4,4 litros, descontado o crescimento do rebanho. O maior produtor continua sendo Minas Gerais, com cerca de 30% da produção e da arrecadação. O Sul ganhou pontos ampliando a produção e também com o recuo de São Paulo (de 8,5% para 5,2% do volume nacional, ou 1,7 bilhão de litros de leite ao ano) e agora precisam garantir qualidade ao consumidor de outras regiões.

Vacas do Sul

2,67 mil litros de leite por vaca ao ano são tirados no Sul. A média nacional é de apenas 1,49 mil litros anuais por animal. Desempenho 80% acima da média faz região ganhar mercado, mas não elimina risco sanitário.

Gazeta do Povo (AgroGP)
http://agro.gazetadopovo.com.br/noticias/sanidade-tem-preco/

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