Carne bovina puxa alta da cesta básica de Porto Alegre

O tradicional churrasco está e ficará ainda mais caro. A carne bovina foi um dos principais destaques do balanço da cesta básica de Porto Alegre, divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento Intersindical de Estastística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o levantamento, esse foi o item que registrou o maior aumento ao longo de 2014, subindo 17,16%. E a previsão é de que a alta permaneça.

O tradicional churrasco está e ficará ainda mais caro. A carne bovina foi um dos principais destaques do balanço da cesta básica de Porto Alegre, divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento Intersindical de Estastística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o levantamento, esse foi o item que registrou o maior aumento ao longo de 2014, subindo 17,16%. E a previsão é de que a alta permaneça.

Segundo a economista Daniela Sandi, o aumento no preço foi registrado em todas as capitais brasileiras. Entre as justificativas estão o aumento da exportação e a estiagem registrada no início de 2014. Com a falta do alimento para o consumo interno, a solução é elevar o preço. E a mesma situação tem sido registrada em relação à carne suína e ao frango.

Sobre o ano de 2014, a cesta básica de Porto Alegre acumulou aumento de 5,89%, passando a valer R$ 346,56 - alta de 1,73% em dezembro. O valor é bem menor do que os 11,83% que os alimentos haviam crescido em 2013. Dos 13 produtos que integram a cesta básica, seis tiveram elevação de preço.

Além da carne, os índices mais altos foram da banana (11,79%), do arroz (7,83%) e do pão (3,67%). A justificativa para o aumento no preço do pão está ligada ao trigo, que teve crescimento na importação em especial do Canadá e dos Estados Unidos. Já outros alimentos, antes considerados vilões, tiveram queda, como é o caso do feijão (-11,62%), o leite (-8,45%) e o tomate (-5,59%).

Outra simulação feita pelo Dieese é sobre o salário mínimo. Neste ponto, a cesta básica de Porto Alegre em dezembro representou 52,33% do salário mínimo líquido. Para adquirir todos os itens, o trabalhador teria que cumprir uma jornada de 105 horas e 55 minutos por mês.

Na comparação entre as capitais, Porto Alegre segue como a terceira mais cara, ficando atrás de São Paulo, que lidera o ranking, e Florianópolis.

Correio do Povo
Autor: Mauren Xavier
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/546010/Carne-bovina-puxa-alta-da-cesta-basica-de-Porto-Alegre

Voltar