Produtor de leite opta por controle biológico das lagartas do milho no RS

Considerada um dos principais insetos-praga da cultura do milho, a lagarta do cartucho pode causar prejuízos significativos em lavouras. Para combater sua proliferação, o produtor Ambilino Sasso Alves, de Santo Antônio das Missões, optou pelo controle biológico da lagarta na área de milho destinada para silagem, alimentação oferecida para o gado leiteiro.

Considerada um dos principais insetos-praga da cultura do milho, a lagarta do cartucho pode causar prejuízos significativos em lavouras. Para combater sua proliferação, o produtor Ambilino Sasso Alves, de Santo Antônio das Missões, optou pelo controle biológico da lagarta na área de milho destinada para silagem, alimentação oferecida para o gado leiteiro.

A cartela, com aproximadamente 100 mil ovos da vespinha Trichogramma spp, foi distribuída em um hectare da lavoura localizada no Rincão São Pedro, pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar André de Oliveira e pela extensionista de Bem-Estar Social Marieli Bremm.

Após liberada, a vespinha procura os ovos da mariposa da lagarta do cartucho para fazer sua postura, e de cada ovo da vespinha, nasce uma pequena lagarta que irá consumir o ovo da lagarta do cartucho, impedindo assim, o desenvolvimento do inseto-praga. Cada vespinha pode parasitar de 200 a 300 ovos e dentro de 10 dias, de cada ovo parasitado pode nascer duas ou mais vespinhas que irão continuar o ciclo de controle.

Segundo o engenheiro agrônomo, a vespinha não causa nenhum dano à cultura do milho ou outras plantações dos arredores e, além do controle da lagarta do cartucho, também há a redução da população da lagarta da espiga. ?Através do controle biológico é possível uma menor utilização de agrotóxicos, o que garante uma redução nos custos de produção e propicia o restabelecimento do equilíbrio ecológico dentro do sistema de produção, colaborando para a sustentabilidade da propriedade?, destaca André.

A cartela de Trichogramma distribuída em Santo Antônio das Missões é proveniente da biofábrica da Emater/RS-Ascar em Montenegro. As cartelas são gratuitas, sendo pago somente o custo de envio. Outras informações sobre os procedimentos de encomenda e sobre o processo de controle biológico podem ser obtidas no escritório municipal da Emater/RS-Ascar.

Emater - RS
Autor: Deise Froelich
http://www.emater.tche.br/site/noticias/detalhe-noticia.php?id=20834#.VPR-VPnF_uo

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