Rio Grande do Sul faz doação de vacinas contra febre aftosa

A Secretaria da Agricultura e Pecuária vai conseguir manter em 100% a aplicação dos recursos de R$ 8 milhões alocados em 2014 para o orçamento deste ano para a aquisição de vacinas contra a febre aftosa para doação. Nesta campanha, terão direito às doses gratuitas os produtores de bovinos enquadrados no Pronaf e PecFam que possuírem até 30 animais, contemplando 77,90% dos produtores. “Com o cumprimento dos recursos orçamentários, sem sofrer cortes, vamos atender a ampla maioria dos proprietários de bovinos do RS, quase 80%”, garante o Secretário da Agricultura, Ernani Polo.

A Secretaria da Agricultura e Pecuária vai conseguir manter em 100% a aplicação dos recursos de R$ 8 milhões alocados em 2014 para o orçamento deste ano para a aquisição de vacinas contra a febre aftosa para doação. Nesta campanha, terão direito às doses gratuitas os produtores de bovinos enquadrados no Pronaf e PecFam que possuírem até 30 animais, contemplando 77,90% dos produtores. “Com o cumprimento dos recursos orçamentários, sem sofrer cortes, vamos atender a ampla maioria dos proprietários de bovinos do RS, quase 80%”, garante o Secretário da Agricultura, Ernani Polo.

O Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro a doar vacinas contra a Febre Aftosa. De acordo com a Instrução Normativa número 44/2007 do Ministério da Agricultura, a aquisição e aplicação da vacina são responsabilidades do proprietário dos animais. Relatórios de auditoria realizados por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, criticam a prática das doações por demandarem os recursos humanos do Serviço Veterinário Oficial para distribuição de vacinas, em detrimento das atividades de fiscalização e vigilância.

O Chefe do Serviço de Sanidade Animal do Ministério apoia a iniciativa da Secretaria da Agricultura e Pecuária e entende que existe um engessamento na atividade fim dos técnicos do serviço de oficial de vigilância pois, a cada ano, ficam envolvidos 6 meses em todo o processo de vacinação : “ Os técnicos ficam imobilizados, direcionando suas ações em medidas que envolvem a distribuição da vacina, no lugar de estarem livres para desenvolver mais amplamente as ações de defesa”, avalia Bernardo Todeschini.

Ernani Polo salienta que a imunização é uma importante ferramenta para evitar a dispersão da febre Aftosa, entretanto ressalta que estudos epidemiológicos demonstram ausência de circulação do vírus da doença no Estado. “É importante dizer que, além da vacinação, o produtor precisa estar atento a outras medidas de defesa sanitária, contribuindo com a manutenção da sanidade de seu rebanho. Precisamos concentrar esforços no sentido de melhorar nosso status sanitário”, alerta o secretário.

O presidente do FUNDESA, Rogério Kerber, acredita que a conscientização dos produtores é o melhor caminho para o avanço do status sanitário do estado. “Tivemos muitos progressos, com a informatização das inspetorias, a reestruturação dos Postos Fixos de Divisa e a realização de concurso público para o ingresso de novos fiscais. Precisamos garantir também o total comprometimento dos produtores para alavancar a economia do RS com a possibilidade de alcançar outro status sanitário”, completa.

Para Francisco Signor, independente da discussão relativa a campanha de 2015, é preciso avançar no processo da retirada da vacinação: “Precisamos discutir com intensidade essa questão, caso contrário vamos deixar o Rio Grande no caminho, perdendo o trem da história. É muito difícil hoje você conquistar mercados e empreendimentos agroindustriais, como por exemplo na área de suínos e frangos por conta dessa situação. O Rio Grande do Sul precisa agregar valor e nós temos condições”, avalia o Superintendente regional do MAPA.

Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul
http://www.agricultura.rs.gov.br/conteudo/3960/?Governo_do_Estado_inicia_campanha_de_vacina%C3%A7%C3%A3o_contra_a_febre_aftosa

Voltar