Alta do dólar dificulta importação de cavalos e privilegia mercado interno

A alta do dólar está estimulando a desvalorização da moeda brasileira e freando as importações de cavalos quarto de milha, conhecidos por seu desempenho e agilidade em competições. Segundo Haroldo de Araujo Pessoa Sobrinho, especialista no mercado de equinos, para garantir um bom negócio, os apaixonados por genética importada deve optar pelos animais que foram trazidos para o Brasil em momento de estabilização da moeda americana.

A alta do dólar está estimulando a desvalorização da moeda brasileira e freando as importações de cavalos quarto de milha, conhecidos por seu desempenho e agilidade em competições. Segundo Haroldo de Araujo Pessoa Sobrinho, especialista no mercado de equinos, para garantir um bom negócio, os apaixonados por genética importada deve optar pelos animais que foram trazidos para o Brasil em momento de estabilização da moeda americana.

Sobrinho explica que as despesas com a importação de um cavalo dos Estados Unidos, por exemplo, chega a US$ 20 mil, equivalente a R$ 64 mil, incluindo despesas com frete, documentação e outros. “O valor é expressivo e por isso criadores que se articulam neste mercado devem ter cautela e privilegiar os animais que já estão em terra brasileira. O empreendedor pode optar pela compra do cavalo ou pelo investimento menos expressivo, a cobertura”, destaca o especialista, referindo-se ao acasalamento do animal.

O investimento em animais importados que já estão no Brasil oferece ainda, segundo o especialista, maior segurança no caso da comercialização do sêmen. “Para importar o sêmen de um animal seria necessário o congelamento, o que diminui o índice de prenhez. Investindo em genética importada que já está no Brasil, em época de valorização do dólar, o comprador garante sêmen fresco e maior porcentagem de prenhez ou embriôes viáveis coletados”, destaca Sobrinho.

Em Mato Grosso do Sul o proprietário do Haras Motta, Antônio Motta, junto com três sócios importou o cavalo Thunder Cat, em meados do mês setembro de 2014, quando o dólar se aproximava dos R$ 2,35. Agora a intenção do produtor é comercializar a cobertura por preço justo a fim de democratizar a genética importada. “A venda da cobertura possibilita que outros criadores tenham animais com características e capacidade competitiva semelhantes e por um custo bem inferior ao do animal em destaque”, enfatiza Motta ao garantir que o investimento no cavalo Thunder Cat foi alto devido suas premiações que ultrapassam a casa dos US$ 300 mil.

Thunder Cat é filho do garanhão High Brow Cat, considerado o melhor reprodutor de trabalho da raça quarto de milha, com aproximadamente 1344 descendentes, e ganhos que encostam na casa dos US$ 55 milhões de dólares em premiações. A produção de sua mãe, Desire Some Freckles, já ultrapassa US$ 1 milhão, sendo considerada uma das éguas mais produtoras no cenário americano.

Serviço:

3º Leilão Haras Motta,

Data: 02 de maio

Horário: 19horas

Local: Ponta Porã (MS)

Detalhes: Oferta de animais de referência em provas de apartação e genética Quarto de Milha. Mais informações podem ser encontradas em www.harasmotta.com/leilao.

Capital News
Autor: Kemila Pellin
http://www.capitalnews.com.br/agronegocio/alta-do-d-lar-dificulta-importa-o-de-cavalos-e-privilegia-mercado-interno/276655

Voltar