Justiça manda recolher toda a produção da Laticínios Progresso no RS

Decisão liminar da Justiça de Três de Maio, no Rio Grande do Sul, determinou o recolhimento de todo o produto fabricado pela Laticínios Progresso já em fase de comercialização, em 72 locais de 23 cidades, na fábrica e no depósito da empresa. A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde deve fazer a retirada da produção para que seja inutilizada. O material foi considerado impróprio para o consumo. Hoje, a Operação Queijo Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público, com o auxílio da Receita Estadual, interditou as sedes da Progresso em Três de Maio e Ivoti.

Decisão liminar da Justiça de Três de Maio, no Rio Grande do Sul, determinou o recolhimento de todo o produto fabricado pela Laticínios Progresso já em fase de comercialização, em 72 locais de 23 cidades, na fábrica e no depósito da empresa. A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde deve fazer a retirada da produção para que seja inutilizada. O material foi considerado impróprio para o consumo. Hoje, a Operação Queijo Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público, com o auxílio da Receita Estadual, interditou as sedes da Progresso em Três de Maio e Ivoti.

A investigação encontrou indícios de que a empresa fazia o pagamento mensal de R$ 1 mil ao secretário de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Três de Maio, Valdir Ortiz, que foi afastado do cargo. “O secretário inclusive facilitava o credenciamento da empresa junto ao Fundopem, que permite a compensação de ICMS em investimentos”, disse o promotor da Promotoria Especializada Criminal Mauro Rockenbach.

Foram presos preventivamente o proprietário da empresa, Volnei Fritsch, o filho dele, Pedro Fritsch, e o responsável pelos laticínios na localidade de Progresso e sócio da dupla, Eduardo André Ribeiro. Também foram apreendidos documentos com o secretário Ortiz, o fiscal do Serviço de Inspeção Municipal de Estância Velha, Roberto Nardi, e o motorista da Laticínios Progresso, Arnildo Roesler.

Fraude ocorria há quatro anos
Durante os seis mandados de busca e apreensão na sede e no depósito da empresa e nas residências dos investigados foram localizadas notas fiscais de compra de amido, bem como tabelas de controle da adição do produto ao queijo. Conforme Rockenbach, a mistura reduzia pela metade a necessidade de leite para a produção de queijo. Os indícios apontaram para a existência da fraude há pelo menos quatro anos, confirmou o promotor.

Rádio Guaíba
Autor: Samuel Vettori
http://www.radioguaiba.com.br/noticia/queijo-compenado-justica-manda-recolher-toda-a-producao-da-laticinios-progresso/

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