Minas Gerais aumenta fiscalização do trânsito de aves nas rodovias

Com o objetivo de fortalecer o controle sanitário e aumentar a fiscalização, o transporte de aves em Minas Gerais passou a ser feito obrigatoriamente com o Guia de Trânsito Animal (GTA) emitido exclusivamente pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A alteração está na Portaria nº 1.538, publicada em setembro.



Com o objetivo de fortalecer o controle sanitário e aumentar a fiscalização, o transporte de aves em Minas Gerais passou a ser feito obrigatoriamente com o Guia de Trânsito Animal (GTA) emitido exclusivamente pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A alteração está na Portaria nº 1.538, publicada em setembro.

A nova portaria vale para todo o trânsito, seja intraestadual ou interestadual, das aves de descarte (galinhas de postura e de reprodução que chegam ao final do seu ciclo de produção). Assim, não serão válidas GTAs emitidas por veterinários habilitados.

Os veterinários habilitados pelo IMA continuarão a emitir as guias para a circulação das demais categorias de aves e ovos férteis.

Izabella Hergot, médica veterinária e responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola do IMA, explica que as aves de descarte, por serem consideradas de maior risco sanitário, necessitam de mais fiscalização quando são transportadas.

A nova portaria mantém a proibição da entrada em Minas Gerais de cama de aviário ou cama de frango, procedente de outros estados.

A cama de aviário é todo material distribuído em um galpão ou estábulo para servir de leito aos animais, ou seja, é o piso de uma instalação avícola, que pode ser de maravalha (raspa de madeira), palha de arroz, feno de capim, sabugo de milho triturado ou serragem, juntamente com as fezes, urina, restos de ração e penas.

O uso dessa cama na alimentação de ruminantes é proibido, pois coloca em risco a sanidade do rebanho. Na cama de aviário pode haver uma proteína chamada príon, que é a causadora da Encefalopatia Espongiforme Bovina, popularmente conhecida como “doença da vaca louca”.

Essa doença causa embargos às exportações de carne, além de ser uma grave zoonose. O Brasil possui status de região de risco insignificante em relação à “doença da vaca louca".

Corredores sanitários

A entrada e saída de aves vivas em Minas Gerais devem ser realizadas somente pelos seguintes corredores sanitários: rodovias MG 418 e BR 116 (MG-BA); BR 262 (MG-ES); BR 040 (MG-RJ); BR 153, BR 381 e BR 050 (MG-SP); BR 040 e BR 153 (MG-GO) e BR 497 (MG-MS).

Com 2,4 mil estabelecimentos avícolas, Minas Gerais é destaque nacional no setor.

Agência Minas
http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/minas-gerais-aumenta-fiscalizacao-do-transito-de-aves-nas-rodovias

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