Evolução na produção leiteira do oeste catarinense é destaque em seminário

Os resultados do projeto de melhoria do processo de produção de sólidos totais do leite aplicado em aproximadamente 200 propriedades do oeste catarinense nos últimos seis meses, por meio do Sebraetec, foram apresentados, nessa semana, durante seminário que reuniu os parceiros da iniciativa, técnicos e produtores, na sede da Unoesc Chapecó. A iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento Territorial (DET) e contou com a parceria da 3rlab, Auriverde, Tirol, Lac Lélo, Núcleo de Criadores de Bovinos Leiteiros de Xaxim e Unoesc Chapecó.

Os resultados do projeto de melhoria do processo de produção de sólidos totais do leite aplicado em aproximadamente 200 propriedades do oeste catarinense nos últimos seis meses, por meio do Sebraetec, foram apresentados, nessa semana, durante seminário que reuniu os parceiros da iniciativa, técnicos e produtores, na sede da Unoesc Chapecó. A iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento Territorial (DET) e contou com a parceria da 3rlab, Auriverde, Tirol, Lac Lélo, Núcleo de Criadores de Bovinos Leiteiros de Xaxim e Unoesc Chapecó.

Durante a abertura do evento, o presidente do Sindicato Rural de Chapecó e vice-presidente regional da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC), Américo do Nascimento, destacou a importância do projeto ao relatar o panorama da produção brasileira de leite que está concentrada em sete Estados com produção equivalente a 80,4% do total. “Nosso Estado é o quinto produtor nacional com 2,8 bilhões de litros/ano. Praticamente, todos os estabelecimentos agropecuários produzem leite, gerando renda mensal às famílias rurais, o que contribui para o controle do êxodo rural e a sucessão familiar”.

O coordenador do projeto e diretor da 3rlab, Marcelo Hentz Ramos, explicou que a iniciativa contou com a participação de quatro cooperativas e o Núcleo de Produtores de Xaxim. Segundo ele, a implementação das ações incluiu análise mensal, feita pelos produtores, da forragem, do pasto, do feno, da silagem, da dieta, fezes, entre outros aspectos. “Com essas informações em mãos, viemos uma vez ao mês a Chapecó e, durante uma semana, visitamos os as propriedades, juntamente com os técnicos das cooperativas e o Núcleo de Xaxim. O objetivo foi mostrar aos técnicos como deve ser realizada a interpretação do laudo bromatológico, além de definir se o pasto e a silagem são adequados, analisar a ração utilizada e tomar atitudes que geraram resultados”.

Os efeitos obtidos, de acordo com Ramos, só foram possíveis porque houve treinamento dos técnicos das cooperativas, que foram capacitados para aplicar nas propriedades e pela resposta de alguns produtores que aderiram ao projeto. “Temos uma parcela de produtores que apresentaram dados excepcionais – a gordura do leite estava em média 2.8 e passou para aproximadamente 3.5. Isso, para a indústria leiteira em geral (captação de leite, insumos, o próprio produtor e os agentes financiadores) é extraordinário porque a indústria não quer buscar água na propriedade, ou seja, no que diz respeito ao leite, ela quer os sólidos. Dessa forma, fica muito mais eficiente. Tivemos várias propriedades que conseguiram trabalhar com uma questão de posicionamento de influência na qualidade, principalmente na silagem de milho e, metade dessa influência está relacionada ao ambiente favorável”.

Ramos também destacou que entre os grandes desafios desses seis meses esteve mostrar ao produtor que existem vários tipos de silagem de milho e de pastos e que ele determinará o tipo que terá em sua propriedade, o que possibilitará definir o tipo de ração que utilizará. Por fim, isso determinará como ele continuará sobrevivendo nessa situação. “Existem inúmeras rações excelentes no mercado, só é necessário entender que, muitas vezes, o produtor pode comprar uma ração melhor com mais aditivo, protegendo mais a vaca, aumentando os sólidos e assim por diante. Esse é o caminho que temos visto em termos de continuar na pecuária em momentos de crise”.

O coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, complementou que as ferramentas do Sebraetec foram implementadas nas propriedades do oeste catarinense, visando aumentar a produção de leite e sólidos totais, o que contribuirá para o aumento da qualidade do produto e, consequentemente, a expansão dos resultados das empresas rurais. “Os resultados mostram a evolução média na produção de proteína, melhoria significativa na produção de gordura e também uma quantidade maior de kg de leite produzido na propriedade de quem pôde aplicar plenamente o processo proposto para melhoria com a consultoria do Sebraetec”.

Segundo Parmeggiani, a produção de proteína, de gordura, a quantidade maior de leite trazem benefícios diretos para o produtor e em consequência proporcionam mais rendimento e qualidade ao produto quando ele chega na plataforma da indústria. “Esse produto renderá mais queijos, mais iogurte, enfim os derivados que utilizam essa condição de massa seca do leite”.

EXPERIÊNCIA

O formulador da Fábrica de Rações e chefe do Departamento Técnico da Cooperativa Auriverde, Felipe Wroblel, e o médico veterinário da cooperativa Ildoacir Variani, falaram sobre as amostragens e intervenções realizadas em aproximadamente 20 propriedades leiteiras na área de abrangência da cooperativa. Segundo eles, inicialmente foram realizados diagnóstico, levantamento de informações, criação de histórico da propriedade e formação de banco de dados. “Agora estamos numa fase de coleta de informações para iniciar o processo de tomada de decisões sobre a dieta, ajuste de manejo, entre outros procedimentos”, salientou Wroblel.

O objetivo principal, segundo Wroblel será o ajuste das dietas dos rebanhos, aumentando a inclusão de forrageiras, reduzindo o consumo de ração ou ajustando de forma racional a ração. “Os desafios incluem aumento nos custos de produção por litro de leite, conhecimento do real valor bromatológico/nutricional dos alimentos disponíveis na propriedade, comparação das forrageiras para implantar na propriedade, formulação de dieta balanceada para os animais, melhor distribuição da alimentação entre os animais, obter baixo teor de sólidos, gordura e proteína no leite, entre outros”.

SÓLIDOS

De acordo com a agência de informações da Embrapa, o leite é uma combinação de diversos elementos sólidos em água. Os elementos sólidos representam aproximadamente 12 a 13% do leite e a água, aproximadamente 87%. Os principais elementos sólidos do leite são lipídios (gordura), carboidratos, proteínas, sais minerais e vitaminas. Esses elementos, suas distribuições e interações são determinantes para a estrutura, propriedades funcionais e aptidão do leite para processamento. As micelas de caseína e os glóbulos de gordura são responsáveis pela maior parte das características físicas (estrutura e cor) encontradas nos produtos lácteos.

Data de Publicação: 15/12/2015 às 18:20hs
Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/evolucao-na-producao-leiteira-do-oeste-catarinense-e-destaque-em-seminario-138602

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