Os preços médios de Brasil e EUA na exportação de carne de frango

Os gráficos abaixo, elaborados a partir de dados publicados pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostram a evolução (nominal e relativa) dos preços da carne de frango exportada por Brasil e EUA nos doze anos encerrados em 2015. Ou, mais exatamente, desde o momento (2004) em que o Brasil se torna líder mundial na exportação do produto, ocupando posição até então pertencente à avicultura norte-americana.

Os gráficos abaixo, elaborados a partir de dados publicados pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostram a evolução (nominal e relativa) dos preços da carne de frango exportada por Brasil e EUA nos doze anos encerrados em 2015. Ou, mais exatamente, desde o momento (2004) em que o Brasil se torna líder mundial na exportação do produto, ocupando posição até então pertencente à avicultura norte-americana.

Como se constata, o Brasil chegou ao final desse período com pequeno ganho relativo em comparação aos EUA, pois, mesmo em queda, o preço recebido apresentou incremento de cerca de 60% em relação a 2004, enquanto nos EUA esse índice de expansão ficou aquém de 34%.

Porém, o ganho brasileiro não ocorreu, como seria de se supor, em 2015, a partir do episódio de Influenza Aviária na avicultura dos EUA. É anterior a ele.

Assim, se em 2004 a carne de frango brasileira valia cerca de um terço a mais que a norte-americana, quatro anos depois alcançava preço 90% superior.

A crise econômica mundial iniciada em 2008 afetou, nos dois anos seguintes, bem mais as exportações do Brasil que as dos EUA. Mas em 2011 elas registraram plena recuperação e alcançaram preço médio recorde, o frango brasileiro sendo comercializado por valor 81% superior ao do norte-americano.

Nos últimos quatro anos essa diferença recuou e anda, na média, em 61%, com perdas visivelmente maiores para o Brasil. Que, mesmo com a ocorrência da Influenza Aviária nos EUA, obteve vantagem apenas no volume exportado, mas não com o preço médio. Ou seja: se de 2014 para 2015 o preço médio dos EUA recuou 16%, o recuo no Brasil foi 15%, quase o mesmo índice.

Naturalmente, o recuo de preço do produto brasileiro está diretamente atrelado ao fortalecimento do dólar. Não custa lembrar, entretanto, que - como maior exportador mundial de carne de frango - o Brasil é, também, o principal formador de preços no mercado internacional. Daí uma indagação: era mesmo necessário baixar os preços ao nível de um país que, ao contrário do Brasil, enfrenta problemas sanitários?

Avisite
http://www.avisite.com.br/noticias/index.php?codnoticia=16556

Voltar