Preços do cordeiro devem permanecer aquecidos este ano

Mesmo com a redução do rebanho e abates de ovinos, o mercado brasileiro deve apresentar bons resultados nos próximos meses. Os preços da carcaça do cordeiro, por exemplo, vão permanecer aquecidos e com tendência de alta. Para se ter uma ideia da valorização dessa carne, hoje ela custa R$ 17,03/kg a carcaça e o boi gordo R$ 8,37/kg, uma diferença de 74,6% no valor nominal. Em São Paulo, o preço do cordeiro fechou em R$ 15,39/kg em 2015 e vai continuar subindo. Embora o cenário seja promissor, o consumo da carne ovina no país ainda é baixo: 0,7 kg per capita/ano.

Mesmo com a redução do rebanho e abates de ovinos, o mercado brasileiro deve apresentar bons resultados nos próximos meses. Os preços da carcaça do cordeiro, por exemplo, vão permanecer aquecidos e com tendência de alta. Para se ter uma ideia da valorização dessa carne, hoje ela custa R$ 17,03/kg a carcaça e o boi gordo R$ 8,37/kg, uma diferença de 74,6% no valor nominal. Em São Paulo, o preço do cordeiro fechou em R$ 15,39/kg em 2015 e vai continuar subindo. Embora o cenário seja promissor, o consumo da carne ovina no país ainda é baixo: 0,7 kg per capita/ano.

Os dados foram apresentados durante a reunião da Comissão Nacional de Ovinos e Caprinos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na última terça-feira (26/04), em Brasília. O médico veterinário e consultor da Prime ASC, Daniel Araújo, divulgou informações sobre produção, exportação, consumo e preços do setor da ovinocultura, baseadas em números do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE). O rebanho brasileiro de ovinos, em 2014, era de 17,6 milhões de cabeças. Os principais estados produtores são: Rio Grande do Sul com 81,5% do total, Bahia com 10,2% e São Paulo 2,9%.

De acordo com Daniel Araújo, a baixa produção de ovinos obriga o Brasil a importar a carne de outros países. O Uruguai foi responsável por 83,1% da importação em 2015. Em segundo lugar, o Chile com 5,3% e terceiro a Argentina, com 4,5%. Mato Grosso do Sul e Santa Catarina receberam 33,4% e 30,8%, respectivamente, da carne ovina estrangeira neste mesmo ano. “Nós não produzimos carne de cordeiro suficiente para atender a demanda interna e, por conta disso, ficamos reféns da produção de outros países”, explicou Daniel.

Os integrantes da Comissão também debateram sobre o Programa Nacional de Sanidade de Caprinos e Ovinos (PNSCO) que prevê o controle, erradicação e prevenção de doenças que possam comprometer o rebanho caprino e ovino. De responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o PNSCO promove a educação sanitária, estudos epidemiológicos, fiscalização e certificação sanitária de estabelecimentos e intervenção imediata em caso de suspeita ou ocorrência de doença de notificação obrigatória.

Dentre os itens destacados no Programa, estão as práticas que devem ser adotadas pelos ovinocaprinocultores, como manter atualizado o cadastro junto ao Serviço Veterinário Oficial, utilizar somente insumos agropecuários registrados no Mapa, manter o registro do trânsito de animais e da ocorrência de doenças. “O mercado vem crescendo rapidamente e exigindo maior preocupação com aspectos sanitários e o PNSCO é essencial para sanar os problemas do setor de caprinos e ovinos”, afirmou o presidente da Comissão, Ivo Santiago, que participou da primeira reunião do colegiado como líder.

Projeto Campo Futuro – Ivo informou à Comissão que o Projeto Campo Futuro vai levantar, ainda este ano, dados sobre os custos de produção de ovinos e caprinos de corte nos estados de maior relevância para o setor. O Campo Futuro é uma parceria entre a CNA e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e faz levantamento de dados sobre custos de infraestrutura, insumos agrícolas, nutrição de rebanhos, medicamentos e mão de obra.

Além dos especialistas do Mapa, Prime ASC e Embrapa Caprinos e Ovinos do Ceará, participaram da reunião, via videoconferência, representantes das Federações da Agricultura e Pecuária dos estados da Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Paraná.

Data de Publicação: 29/04/2016 às 11:30hs
Fonte: Assessoria de Comunicação CNA
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/precos-do-cordeiro-devem-permanecer-aquecidos-este-ano-143656

Voltar