FORMAÇÃO: Iniciado curso para cooperativas agro focadas em leite

O objetivo é simples: ampliar a competitividade do movimento cooperativista

A qualificação técnica dos profissionais das cooperativas brasileiras é uma das atribuições do Sistema OCB, por meio do Sescoop. O objetivo é simples: ampliar a competitividade do movimento cooperativista. Por isso, foi iniciado, na última semana, o Treinamento em Bovinocultura de Leite, cujo público-alvo são profissionais ligados a cooperativas agropecuárias. O curso é realizado em parceria com a Embrapa Gado de Leite.

Primeiro módulo - O primeiro módulo ocorreu na sede da Embrapa, na cidade mineira de Juiz de Fora e contou com a participação de 25 profissionais ligados a cooperativas de leite dos estados de MG, SP, RJ, ES e PR. Também participaram pesquisadores da Embrapa e representantes do Sistema OCB.

Caminho - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a parceria entre Embrapa e Sistema OCB “representa um caminho para que os resultados gerados pela pesquisa cheguem aos profissionais responsáveis pela transmissão desses conhecimentos aos agricultores, possibilitando, assim, que a experiência dos extensionistas seja incorporada ao setor produtivo.

Orientação - Nesta parceria, a Embrapa apontará as principais soluções tecnológicas para a cadeia produtiva de leite, bem como temas transversais, e disponibilizará especialistas para a capacitação, conforme sua área de competência.

Cursos - A Embrapa também será responsável por desenvolver e conduzir os cursos voltados à transferência de tecnologia, conforme acordos e negociações com O Sistema OCB, além de disponibilizar infraestrutura e materiais específicos para a realização dos cursos.

Motivação - O principal objetivo da parceria é a capacitação de profissionais das ciências agrárias que, atuando como multiplicadores e interlocutores com os cooperados do setor agropecuário, propiciarão o acesso e a aplicação de novas tecnologias que levem ao desenvolvimento das atividades individuais desses beneficiários e, consequentemente, das suas cooperativas.

Metodologia - As capacitações serão ministradas no Campo Experimental José Henrique Bruschi da Embrapa, no município de Coronel Pacheco, Minas Gerais. A fazenda possui, como suporte à capacitação, laboratórios, experimentos de campo, Vitrine de Forrageiras (com o objetivo de apresentar as características das principais forrageiras recomendadas para o Brasil). Possui ainda, pastos, piquetes rotacionados, sistemas de produção de leite a pasto e em confinamento, áreas de plantio de cana-de-açúcar e de milho, áreas com integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), sistema silvipastoril, sistema de produção de leite com resíduos destinados a um biodigestor para geração de energia elétrica, salas de aula e auditório.

Módulos - As capacitações serão desenvolvidas em seis módulos presenciais, com 24 horas cada, e um módulo desenvolvido à distância, com 28 horas. A abordagem metodológica conciliará apresentações teóricas e práticas, visando maior dinamismo didático. Neste primeiro módulo, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer as instalações da Embrapa Gado de Leite, além de participarem de palestras e debates sobre a estrutura da cadeia produtiva do leite, a produção de leite no Brasil e no mundo, cenários e análise do mercado do leite e muitos outros.

Saiba mais - A atividade leiteira é caracterizada por ser intensiva em gestão e complexa sob a ótica de implantação de novas tecnologias. Neste contexto, apesar do crescimento da produção e produtividade de modo contínuo, pesquisas revelam que, a cada onze minutos, um produtor deixa a atividade. Isso se deve, em grande parte, à não competitividade do setor, frente às novas exigências, em termos de redução de custos e melhoria contínua da qualidade do produto.

Indicadores - Os indicadores de desempenho demonstram que isso ocorre muito em função da carência de profissionais extensionistas, que tenham o pleno conhecimento técnico e que funcionem como multiplicadores de informações junto aos produtores.

Extensionistas - Para que ocorram transformações sustentáveis na atividade, é importante contar com os extensionistas rurais, que têm fundamental importância no repasse das mais recentes informações ao produtor, pois são os principais responsáveis por facilitar o desenvolvimento das atividades agropecuárias e por orientar o homem do campo sobre as práticas mais adequadas de produção.

Programas - Nesse sentido, visando tornar os extensionistas aptos a cumprirem sua missão, torna-se também relevante disponibilizar um programa de capacitação, que possibilite o intercâmbio de conhecimento, construção de redes e geração de soluções eficientes aos usuários em geral.
Data de Publicação: 31/03/2017 às 12:40hs
Fonte: Informe OCB

Voltar