ANÁLISE CONJUNTURAL: Frango

As vendas de carne de frango no atacado da Grande São Paulo, que já vinham lentas, se enfraqueceram ainda mais em meados de março, diante dos desdobramentos da operação Carne Fraca, da Polícia Federal

Apesar da baixa liquidez, as cotações não acumularam queda tão significativa no mês. Entre os cortes acompanhados pelo Cepea , o peito se desvalorizou 3,4% entre 24 de fevereiro e 31 de março, com o quilo do produto cotado a R$ 5,01 no dia 31. O filé de peito recuou 2,5% no período, para R$ 7,05/kg, e a asa, 2,1%, para R$ 6,81/kg. Quanto ao frango inteiro, o preço do congelado caiu 1,8% ao longo do mês, encerrando março a R$ 3,75/kg. Para o resfriado, o recuo foi de 1,6%, negociado a R$ 3,64/kg – ambos também no atacado da Grande SP.

No front externo, importantes compradores da carne de frango brasileira interromperam temporariamente as aquisições, no aguardo de uma maior definição quanto às investigações da Carne Fraca. Porém, a maioria deles, dentre os quais grandes parceiros comerciais como China, Hong Kong, Japão e Arábia Saudita, retomou as compras, restringindo a suspensão apenas aos frigoríficos investigados na operação. Além disso, o fato de o Brasil ser o maior exportador mundial de carne de frango faz com que muitos países dependam da produção avícola nacional, principalmente no atual momento, em que diversos compradores seguem com casos de influenza aviária.

Ainda sem dados oficiais de produção brasileira de carne de frango para março, estima-se que a oferta tenha superado a demanda ao longo de março. De um lado, dados da Apinco mostram que o alojamento esteve mais contido que no início de 2016, porém crescente ao longo dos últimos meses do ano passado. Essa criação, abatida nos primeiros meses de 2017, encontrou o mercado interno bastante enfraquecido no período, ao mesmo tempo que as exportações não se elevaram tanto a ponto de suprir o excedente doméstico.
Data de Publicação: 12/04/2017 às 18:40hs
Fonte: CEPEA

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