Carne de frango: o pior 1º semestre em três anos

As projeções da APINCO baseadas na produção de pintos de corte indicam que em junho passado o Brasil dispunha de potencial suficiente para produzir pouco mais de 1,062 milhão de toneladas de carne de frango

Em torno de 3,5% inferior aos registrados no mês anterior e no mesmo mês do ano passado, esse foi, também, o segundo menor volume real dos últimos 12 meses.

Considerando-se ainda que essa produção correspondeu ao menor volume registrado em junho nos últimos três anos (perto de 1,079 milhão/t em 2015; 1,102 milhão/t em 2016), seria de esperar que tivesse propiciado boa reação do mercado.

Isso, porém, não ocorreu e, pelo contrário, o frango abatido registrou no mês (base: atacado paulistano) o menor valor do primeiro semestre. Pois, comparativamente a junho do ano passado, as exportações retrocederam em índices bem superiores ao recuo na produção e, em consequência, a oferta (aparente, ressalte-se) ficou meio por cento acima da alcançada um ano atrás. Pouquíssimo, não há dúvida, mas mesmo asssim crucial frente à perda crescente da capacidade aquisitiva dos consumidores.

Notar, a propósito, que, cumulativamente, tanto o volume produzido como o ofertado internamente atingem no corrente exercício o mais fraco resultado do triênio 2015/2017. E isso se repete quer em termos semestrais, quer anualizados. Ou seja: a retração do setor produtivo continua insuficiente para garantir a sustentabilidade do mercado.
Data de Publicação: 21/07/2017 às 18:40hs
Fonte: AviSite

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